Ensaio Test-Drive Honda Civic 1.6 i-Dtec Sport

A Honda foi a primeira marca a chamar o Asfalto.pt para um ensaio e foi com muita curiosidade que fomos levantar o Civic 1.6 i-Dtec Sport que provou neste ensaio ser uma das melhores soluções dentro do segmento C. Conheça a nossa opinião.

 

 

Motor:

O motor deste Civic foi pensado para a Europa e parece-nos uma carta fundamental no baralho da Honda para competirem com a economia actual que “força” cada vez mais pessoas a optarem pelos Diesel.

A verdade é que este motor chegou tarde mas bem em comparação com as soluções das outras marcas da mesma cilindrada e no mesmo segmento. A Honda conseguiu os 120cv e 300 nm de binário de um bloco 1600cc, juntou a isto uma melhoria peça-a-peça relativamente ao peso, tornando algumas mais leves, e reduziu a habitual espessura da parede entre os cilindros em 1mm. Afirmam também ter estudado e reduzido o atrito entre muitas das peças móveis.

Tudo isto deu origem ao 1.6 i-Dtec geração Earth Dreams, um motor muito económico mas despachado sempre que assim lhe é solicitado, basta lembrarmo-nos de que o Turbo começa a encher ligeiramente antes das 2000 rpm, rotação à qual se pode obter um binário de 300 nm. Sabe bem sentir que apesar de querer economizar tem um carro ágil e com força sempre que assim for necessário.

 

 

 

 

Consumos e modo Econ

Todo este modelo foi pensado ao nível da aerodinâmica, motor e peso para para ter o melhor desempenho económico possível sem prejudicar a potência. No nosso teste a média foi de 5,1 L/100 mas importa lembrar que testámos o carro e portanto é esperado ter sempre consumos mais elevados. Acreditamos que numa condução regular e despachada conseguimos facilmente baixar da barreira dos 5L. Neste capítulo a Honda fez um excelente trabalho.

Nota: Também recorremos ao AC 2 ou 3 vezes durante a semana do ensaio.

O botão Econ permite melhorar ainda mais o desempenho ecológico do Civic. Quando seleccionamos este modo de forma instantânea o carro altera ligeiramente o binário disponível para o ajudar a poupar. Para além disto mesmo na linha de visão do condutor temos um indicador luminoso que nos diz quando estamos a fazer uma condução económica (ficando verde) e quando estamos a carregar demasiado no acelerador (ficando azul). Com esta ferramenta facilmente conseguimos baixar a média de combustível e fazer uma gestão melhor da caixa de 6 velocidades. O modo econ alerta-nos para os exageros no pedal da direita ou para passarmos de caixa na altura mais adequada, gostámos disto, no entanto é impossível não colocar os indicadores a azul quando temos uma subida.

 

Dinâmica de Condução

Este Civic embora pensado para uma economia onde o combustível está caro ainda mantém aquelas características desportivas que distinguem a marca ao longo dos anos. Simultâneamente estes carros estão agora muito mais maduros e transmitem muita segurança ao curvar a velocidades mais elevadas, é notório o trabalho aerodinâmico que faz com que o carro se agarre à estrada aproveitando muito bem a força da deslocação de ar. Nota-se também uma melhoria significativa ao nível da suspensão comparativamente com o seu irmão mais velho.

Ficámos especialmente satisfeitos por conseguir “provocar” a traseira do Civic nas curvas sem que o controlo de estabilidade e tracção cortasse por completo a brincadeira, ele está lá e actua de forma activa mas é permissivo tornando assim o carro mais divertido. Não é daqueles que pura e simplesmente cortam toda a possibilidade de acelerar em curva, e faz assim justiça ao espírito que sempre caracterizou a marca Japonesa, apesar de este ser um Diesel produzido na Europa (Reino Unido).

A posição de condução é altamente personalizável e permite ajustar muito bem não só o banco como o volante de maneira a fazê-lo sentir-se parte do carro e a ter acesso visual a todas as informações disponíveis. 

Para além da dinâmica desportiva o Civic é um carro que serve muito bem todos aqueles que estão menos à vontade no campo da condução, tem uma direcção muito leve, brecagem generosa e umas ajudas para os mais maçaricos como a função que volta a ligar o motor de forma automática caso o deixe ir abaixo ou o sistema de ajuda ao arranque em subida que mantém o carro travado sozinho até este ter aplicada a força suficiente para arrancar sem nunca descair.

 

Design

A renovação do Civic deixou-o maior e significativamente mais desportivo e esta percepção é notória quando o comparamos com a versão anterior. Agradou-nos a altura ao Solo que re-afirma a postura desportiva do modelo. Os spoilers laterais e traseiro (luz de stop) para além do trabalho aerodinâmico são outros dos reforços que contribuem para o aspecto desportivo. Também o para-choques da frente é um elemento que se destaca pelos dois tons de preto e cinzento para além da cor escolhida.

Uma característica que nos chamou à atenção foram os puxadores das portas traseiras que por serem pretos ficam camuflados junto ao vidro, parecendo a uma vista mais desatenta tratar-se de um carro de 3 portas. Curiosamente pelo menos 2 pessoas a quem mostrámos o Civic pensaram tratar-se de um modelo de 3 portas porque não viram os puxadores.

 

A Honda fez um bom trabalho na medida em que desenhou um carro utilitário e prático com um aspecto desportivo tanto no interior como exterior.

 

 

Qualidade dos interiores

Os materiais do Civic não são os mais requintados que o segmento oferece, no entanto, a qualidade está lá uma vez que não se fazem ouvir quaisquer barulhos parasitas. Um pormenor em que reparámos, o travão de mão estando localizado muito á direita gera a tendência de ser puxado ligeiramente de lado o que requer alguma habituação.

Também a insonorização foi melhorada e o barulho do Diesel a velocidade cruzeiro mal se ouve.

Nesta versão Sport existem alguns pormenores a destacar como o volante e fole de mudanças em pele e os pedais em liga.

Conforto e espaço

A primeira coisa de que nos apercebemos quando entramos pela primeira vez no Civic seja no banco do condutor ou passageiros é que o carro oferece muito conforto. Os amplos apoios lombares dos bancos dianteiros permitem eliminar a sensação de cansaço depois de horas a conduzir, principalmente quando o trajecto inclui muitas curvas. O espaço é mais que suficiente para todos os ocupantes. Se tivermos um condutor com 1,83 m e uma boa posição de condução, não pode outro com o mesmo tamanho sentar-se no banco de trás sem ir com os joelhos a tocar no banco. Para levar os filhos e mesmo a Sogra chega perfeitamente, mais do que isto só mesmo passando para uma carrinha.

 

Porta-bagagens

 

A bagageira é outro dos trunfos deste "nipónico europeu" que oferece uma capacidade total de 470L.

 

A nível de funcionalidade gostámos muito dos 70L de capacidade extra escondidos por uma tampa rígida. Bem pensado na medida em que permite por exemplo guardar objectos sensíveis (Laptop, etc.) e ainda assim encher o porta-bagagens de tralha para uma viagem (400L). 

 

 

 

 

Tech-Toys

Aqui destacamos uma característica que pelos vistos continua a distinguir a Honda, relação preço/equipamento.

Radio Honda Civic

Rádio USB e Bluetooth

Na versão que testámos, Sport, a Honda não inclui navegação GPS de série mas temos um auto-rádio com tudo o que precisa para ter música a partir de qualquer fonte (Smatphone, MP3, Laptop, Pen USB).

O sistema mãos-livres também vem incluído na versão Sport e facilmente nos familiarizámos com a sua utilização que tem comandos dedicados no volante.

Bancos Mágicos

Tanto na versão Sport (ensaiada) como na Confort a Honda inclui aquilo a que chamam de "bancos mágicos". Este sistema é verdadeiramente versátil uma vez que permite, com a utilização de apenas uma mão e em poucos segundos, rebater por completo o banco formando um piso plano em conjunto com a mala e sem ser necessário retirar o encosto de cabeça.

Rapidamente podemos também recolher os bancos para cima formando um compartimento onde cabem objectos como uma bicicleta sem a roda da frente.

Marcha-atrás

A versão anterior do Civic foi muito criticada por tornar as manobras com recurso à marcha-atrás difíceis, isto devido à configuração dos vidros de trás. Para resolver isto a Honda inclui na versão Sport umca câmara de marcha-atrás que resolve por completo o problema.

Espelhos retracteis à distância, ar condicionado bi-zona, sensores de luz e chuva e sistema start-stop também fazem parte do equipamento da versão ensaiada.

 

Preço Qualidade

De acordo com a actual campanha o Civic 1.6 i-Dtec Sport pode ser adquirido por cerca de 24 000 € que inclui  despesas de transporte, pintura metalizada e valorização extra de 3000€ entregando o seu veículo usado (Subtrai-se ainda o valor comercial do usado). Um preço muitíssimo competitivo e acessível tendo em conta o elevado nível de equipamento incluído e também a potência do motor.

 

Resultado Global

No global o Honda Civic 1.6 i-Dtec surpreendeu-nos positivamente e parece-nos sem dúvida uma das melhores soluções disponíveis no segmento.

Bem equipado, evoluído, confortável e acessível.

 

Vídeo-Review:

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Fotos Honda Civic 1.6 i-Dtec Sport

 
Em breve será lançado um resumo da review em vídeo graças ao apoio de Bruno Soares - D' Espada à Cinta Filmes
 
 

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